O Ministério da Saúde recomenda que mulheres grávidas não consumam nada de bebida alcoólica durante a gestação, já que ainda não há qualquer estudo que determine ao certo uma quantia segura para consumo durante a gravidez. Por outro lado, várias pesquisas mostram quais são os riscos de beber durante a gravidez, prejudicando até mesmo o desenvolvimento do feto no útero materno. Apesar disso, alguns médicos permitem que as gestantes tomem um copo de cerveja ou taça de vinho em ocasiões especiais ou comemorativas.
Pesquisadores e médicos já concluíram que o consumo frequente de bebida alcoólica durante a gestação afeta o desenvolvimento do bebê no útero. Isso porque quando uma mulher grávida ingere álcool, a substância chega até o feto de forma muito rápida, pela placenta da mãe e pela corrente sanguínea, já que os dois estão intimamente ligados. O risco é válido para toda a gestação.
Quando a gestante consome mais de seis doses de álcool por dia, existe o risco de o bebê nascer com síndrome alcoólica fetal, resultando em crianças com retardo mental, malformações cardíacas e no rosto, distúrbios de comportamento e retardo no crescimento da criança. Os riscos de beber durante a gravidez para mulheres que consomem mais de dois copos por dia inclui o nascimento crianças com problemas de fala e linguagem, hiperatividade e concentração. Estes efeitos são conhecidos como efeitos alcoólicos fetais, menos grave que a síndrome.
Se os riscos de beber durante a gravidez não forem o suficiente para fazer com que a gestante se mantenha distante das bebidas, é possível encontrar alternativas. Para substituir o álcool, a grávida por optar por cervejas e vinhos sem álcool, assim como coquetéis sem a substância. Quem estiver com o desejo de uma caipirinha pode experimentar tomar água com gás, com a adição de um pouquinho de limão ou hortelã. A sugestão é usar a criatividade para não passar vontade, mas atualmente existe uma grande variedade de bebidas sem álcool.
Especialistas lembram ainda que o álcool é uma bebida calórica e pode aumentar o ganho de peso natural da gestante, podendo ser substituído por bebidas mais saudáveis, como sucos naturais. A prática de atividades saudáveis, como caminhadas e massagens, podem aliviar o desejo da bebida. O parceiro também deve ser solidário à gestante, não consumindo bebidas alcoólicas na presença da grávida, para não piorar a tentação. Também é importante deixar a questão clara com o médico que acompanha a gravidez, solicitando a ajuda de especialista se o excesso de bebida for um problema. Alguns médicos recomendam, inclusive, que a mulher já deixe de consumir bebidas alcoólicas completamente no momento em que decidem engravidar, para evitar qualquer risco para o bebê.