Comer apenas aquilo que se poderia caçar, colher ou cultivar na terra assim como nossos ancestrais pré-históricos – esta é a filosofia da Dieta Paleolítica, ou Paleo, como é chamada entre os adeptos.
Os seguidores da dieta paleo acreditam que o corpo humano ainda não aprendeu a digerir alimentos vindos da agricultura ou industrializados, que foram introduzidos em nossa cultura há cerca de 10 mil anos. Ou seja, se os humanos habitam a Terra há mais de 2 milhões de anos, estamos convivendo com esse tipo de alimentos há apenas 0,5% do tempo referente à nossa existência. Os adeptos da Dieta Paleo defendem que ainda estamos geneticamente preparados para a alimentação que era praticada no período paleolítico da nossa história.
Vale lembrar que o período paleolítico pode variar de acordo com o povo que o viveu, tendo o fator geográfico como determinante. Os esquimós, por exemplo, alimentavam-se de carne de baleia e outros peixes, enquanto os aborígenes australianos viviam da caça de animais silvestres. Já os habitantes da floresta amazônica tinham uma farta gama de frutas, raízes e folhas, porém pouca carne.
A Dieta Paleo não contém alimentos plantados pelo homem, como arroz, feijão, trigo, cevada e outros que existem em grande demanda, pois são plantados para dar frutos. Os adeptos desse tipo de alimentação aderem somente a alimentos e frutos que nascem naturalmente da terra, como tinham que fazer seus ancestrais.
Mesmo defendendo este estilo de vida, muitos seguidores da dieta paleo admitem que o modo de vida atual torna difícil manter o hábito de comer somente o que o homem das cavernas comia. Mesmo a carne no mercado não é paleolítica, pois vêm de animais que passam por um processo de cárcere onde ficam estressados, não recebem sol e não tem vida livre. Eles não são tão saudáveis e selvagens como eram nos tempos das cavernas, isso torna a composição da carne e da gordura do animal diferente de como era originalmente.
A saída para muitos é a aposta em alimentos de procedência o mais natural possível, dando preferência a vegetais orgânicos, carne de animais criados em pastos, rejeitando qualquer produto industrializado. Uma dica para quem quer fazer parte desse grupo é evitar alimentos processados que sejam vendidos dentro de embalagens.
A dieta paleolítica proíbe o trigo, pois acredita que vicia, baseado no fato de que as pessoas precisam consumi-los todos os dias, estando presente em pães, massas e pizzas. As mudanças genéticas que o trigo sofre para tornar-se mais produtivo e render mais nas lavouras também influencia negativamente a população.
A total exclusão do trigo leva a uma desconstrução da tradicional pirâmide alimentar que costuma ter como base os cereais, pães e raízes. A dieta paleolítica defende que a pirâmide está completamente equivocada.
Os resultados da dieta paleolítica têm sido notados por médicos nos exames de rotina onde os pacientes emagrecem em torno muito sem perder nutrientes e fibras no corpo.
Apesar de ser bastante restritiva, os adeptos não reclamam de dificuldades em segui-la, pois podem comer quando e o quanto desejarem. Pois não é a contagem de calorias que rege a dieta, mas sim o que se come.