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RISCOS DE MEDICAR ANIMAIS COM REMÉDIOS PARA HUMANOS

Autor: Textual Conteúdo
Publicado em: Dicas

Alguns humanos cometem erros ao se automedicarem, o que pode ser prejudicial ou até fatal para sua saúde. O mesmo acontece se não houver cuidados com os medicamentos dados aos animais de estimação, pois há muitos riscos de medicar animais com remédios para humanos. Embora existam medicamentos e dosagens específicas para cada espécie, muitos donos ignoram as restrições veterinárias e medicam os pets com remédios inadequados, inclusive medicamentos feitos para pessoas, e não para animais.

Em geral, os riscos de medicar animais com remédios para humanos são causados por erros ligados à inadequação da dosagem, ao consumo de medicamentos errados ou vencidos. Além disso, um dos riscos está relacionado a erros no diagnóstico do problema do animal, que pode precisar de outro remédio ou de atendimento veterinário.

RISCOS DE MEDICAR ANIMAIS COM REMÉDIOS PARA HUMANOS

O sistema digestivo de cães, gatos e outros animais domésticos não tem capacidade de absorver e sintetizar a composição química dos medicamentos feitos para o nosso sistema. Portanto, medicar o animal com remédios para a saúde do ser humano pode causar alguns danos irreparáveis ao seu corpo e, em casos mais graves, a morte.

Alguns remédios são dados com frequência a animais, por serem populares e estarem sempre no estoque de primeiros socorros de seus donos. Na dúvida, jamais dê um dos remédios citados abaixo, sem que um veterinário qualificado aprove.

Riscos de medicar animais com remédios para humanos: principais medicamentos

1. Anti-inflamatórios: os remédios do tipo não-esteroides são os medicamentos mais usados pelos humanos para combater inflamações, acalmar dores e baixar a temperatura do corpo. Os mais conhecidos nesse grupo são: aspirina, Ibuprofeno e Naproxeno. Por serem fáceis de ter em casa, são também os mais dados aos animais e, consequentemente, os maiores causadores de intoxicação nos pets. Esses medicamentos provocam úlceras no estômago e, no caso dos gatos, problema nos rins.

2. Acetaminofeno ou Paracetamol: a composição desses medicamentos é próxima à do grupo anteriormente citado, mas sem propriedades antiinflamatórias. Alguns compostos extras desses remédios podem causas destruição dos glóbulos vermelhos do sangue do animal e prejudicar o transporte de oxigênio.

3. Vitamina D: a vitamina D e outros derivados são prejudiciais principalmente a cães e gatos. Quando ingeridos, podem elevar os picos de cálcio no sangue desses bichos, provocando vômitos, perda de apetite e falha nos rins.

4. Metilfenidato: medicamentos com esse princípio ativo (o Ritalin, por exemplo) são utilizados em humanos para tratamento da hiperatividade e déficit de atenção. Nos animais, remédios com Metilfenidato agem como estimulantes, elevando o ritmo cardíaco, a pressão sanguínea e a temperatura do animal, podendo causar crises e surtos psicóticos.

5. Isoniazida: utilizado no combate à tuberculose dos humanos, o composto Isoniazida pode provocar ataques nos animais. Os cães são os mais sensíveis, pois não conseguem fazer a metabolização desse princípio ativo de forma completa e eficaz.

6. Antagonistas Betasão utilizados nos compostos medicinais para prevenir e controlar crises de arritmia. Basta uma pequena dose de Antagonistas Beta para causar problemas sérios aos animais. O medicamento diminui a pressão sanguínea e o ritmo cardíaco, colocando o animal em risco de vida.

Consulte o profissional:

É comum que você queira resgatar o seu pet ao vê-lo doente ou passando mal, mas não tome atitudes precipitadas e não utilize os medicamentos da sua casa. Corra para o veterinário nos casos mais graves. Peça indicações de medicamentos que possam, de fato, contribuir para a melhora do bichinho.

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