GRAVIDEZ E LÚPUS – SINTOMAS ASSOCIADOS

GRAVIDEZ E LÚPUS - SINTOMAS ASSOCIADOS

Mulheres com Lúpus podem Engravidar?

Muitas mulheres têm na gravidez uma realização pessoal e não há nada de errado nisso. No entanto, algumas mulheres devem ter um cuidado a mais quando a possível gravidez tem possibilidades de estar associada a uma doença pré-existente. A seguir você irá conferir algumas informações importantes sobre gravidez e Lúpus – sintomas associados.

Segundo Lockshin (ftp://ftp.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/AdrianaDA.pdf, 50% das gestações com Lúpus são completamente normais, 25% geram bebes prematuros e 25% perdem por aborto ou morte do bebe. Toda gestação nestes casos são consideradas de risco. Há chances de a portadora vir a desenvolver sintomas em qualquer tempo da gravidez, no entanto, esse risco abaixa muito em períodos em que a portadora engravida depois de 5 a 6 meses com a doença inativa.

De acordo com uma pesquisa feita no Hospital para Cirurgias Especiais, em Nova York, com financiamento do Instituto Nacional de Saúde, as mulheres em alguns casos podem ter suas gestações saudáveis, ao contrário da recomendação que havia da comunidade médica que orientava às mulheres não engravidarem.

Gravidez e lúpus – Sintomas associados podem confundir

Os sintomas que podem se apresentar na gestante portadora são: artrite, erupção cutânea e fadiga, entre outros, sintomas esses que podem perfeitamente serem confundidos com os sintomas de uma gestação. Por isso, o acompanhamento deve ser muito regular. Planejar uma gravidez em um tempo mais seguro onde a doença está inativa é a melhor solução para reduzir todos os riscos possíveis. A gravidez por si só tem muitos sinais e sintomas.  Outro cuidado importante é que como o lúpus pode atacar os rins; é recomendável que tendo diagnóstico de hipertensão ou nefrite, evite a gravidez, pois pode sobrecarregar o rim que pode já estar lesado pelo Lúpus. Assim como o uso de anticoncepcionais que podem desenvolver hipertensão, inflamação de vasos sanguíneos e tromboses devem ser avaliados pelos médicos, pois podem desencadear a exacerbação da patologia.

Acompanhamento com especialistas

O aleitamento materno é possível nas portadoras de Lúpus, mas como em qualquer associação de aleitamento e uso de medicamento a orientação do médico é imprescindível! Toda gravidez que estiver associada a uma doença pré-existente deve necessariamente ter mais cuidados em seu desenvolvimento, sendo aconselhável ser acompanhados pelas especialidades médicas relacionadas ao caso, no caso de lúpus e gravidez: reumatologista e ginecologista/obstetra.

Um dos agravantes da exarcebação (reativação da doença) do Lúpus é de causas emocionais, ou seja, quando há um descontrole sobre as emoções, muito estresse, muitas preocupações com situações que não são controláveis. A gestante que deseja levar a termo uma gravidez deve fazer um acompanhamento psicológico e ter uma rede de ajuda para as horas em que a situação fica psicologicamente mais instável.

Na pesquisa acima, 333 mulheres gestantes portadoras de lúpus foram pesquisadas e tinham predisposição para o desenvolvimento de uma gravidez ruim. No entanto, desse número, 80% tiveram uma boa gestação. O cenário para as mulheres que tem Lúpus e querem engravidar melhorou significativamente, lembrando que o que determinou esse quadro esperançoso foi um sério acompanhamento com especialistas e a persistência de manter os cuidados necessários e recomendados por parte da gestante.