COMO OCORRE O ABORTO ESPONTÂNEO

COMO OCORRE O ABORTO ESPONTÂNEO

A perda de um bebê antes de completar 20 semanas de gestação é uma situação que acomete muitas gestantes, mas poucos sabem como ocorre o aborto espontâneo. Este é o termo usado para determinar uma gravidez que termina sozinha, antes de completar os primeiros quatro meses da gravidez. Esta é a complicação mais frequente enfrentada pelas grávidas, sendo que cerca de 10 a 25% das gestações correm o risco de terminar com um aborto espontâneo.

Como ocorre o aborto espontâneo para a maioria das mulheres

A gestante perder um bebê durante as primeiras 24 semanas de sua gravidez é um fato bastante comum. Em algumas ocasiões, a mulher que sofre o aborto espontâneo ainda não sabia que estava grávida. Alguns estudos indicam que quase metade dos óvulos fertilizados acaba sendo perdidos durante os primeiros estágios da gravidez. Do total de abortos espontâneos, mais de 80% deles acontece durante as primeiras 13 semanas. A perda pode acontecer mais tarde em casos raros.

Além de precisar saber como ocorre um aborto espontâneo, você também precisa saber quais são os fatores de risco desta perda. Pesquisas indicam que as chances são maiores de um aborto espontâneo quando mulheres com mais de 40 anos engravidam, já que o risco chega ao dobro com relação a uma gravidez na faixa dos 20 anos. Mulheres que já sofrerem outros abortos, que tiveram problemas no útero ou no colo do útero também correm mais risco. Se a gestante estiver sofrendo de alguma infecção, como caxumba, listeriose, sífilis, gonorreia e HIV, o risco do abortamento espontâneo também cresce.

Gestante com o hábito do fumo, da bebida e do consumo de outras drogas durante a gestação tem um risco muito maior de sofrer com aborto espontâneo, assim como pelo uso de medicamentos como antiinflamatórios não-esteróides.

Principais causas do aborto espontâneo

A maioria dos casos de abortos espontâneos ocorre muito no início da gestação, tornando difícil especificar os motivos da perda. A probabilidade é que a perda tenha ocorrido, na metade dos casos, por conta de anormalidades cromossômicas, um fator que impede o desenvolvimento normal do embrião. Estas situações também podem ocorrer em consequência de uma infecção da mulher, ou também alterações na placenta ou no útero. Existem dois exames que podem causar abortos espontâneos em casos raros. Os exames amniocentese e a biópsia do vilo corial, usados para detectar anomalidades no feto, chegam a causar abortos espontâneos em até dois por cento das gestantes.

Como diminuir os riscos: se a mulher já sofreu um aborto espontâneo em outra gestação, a recomendação é que não faça nenhum esforço durante a gravidez, mantendo repouso quase absoluto nos primeiros meses de gestação, mesmo que ainda não tenha sido comprovado o impacto real disso na diminuição do risco. Se o primeiro aborto tiver sido causado por um problema no colo do útero, uma opção do médico é realizar um procedimento que garanta ao feto ficar protegido até que o desenvolvimento esteja concluído para o parto.