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COMO AGIR DIANTE DE ALGUÉM COM EPILEPSIA

Autor: Textual Conteúdo
Publicado em: Saúde

COMO AGIR DIANTE DE ALGUÉM COM EPILEPSIA

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, nem toda crise convulsiva é um sintoma de quem tem epilepsia. Entretanto, ao saber que algum colega ou conhecido sofre da doença, sempre surge a dúvida de como agir diante de alguém com epilepsia. Uma crise convulsiva pode ser causada por fatores como febre alta, AVC, intoxicação, meningite, traumatismo craniano, tumor cerebral, abuso de álcool e drogas e reações adversas a medicamentos. Um episódio de convulsão só caracteriza o quadro de epilepsia se por acaso a crise se repetir por mais de duas vezes.

Dicas para saber como agir diante de alguém com epilepsia

Para saber como agir diante de alguém com epilepsia, é preciso antes entender do que se trata essa doença. A epilepsia é um distúrbio neurológico crônico que pode afetar pessoas de diferentes idades. De acordo com um levantamento da Organização Mundial da Saúde, cerca de 50 milhões de pessoas no mundo todo sofrem do distúrbio. A crise convulsiva ocorre no momento em que acontece no cérebro uma falha nos impulsos elétricos. Se os episódios convulsivos são resultado de um tumor ou alguma lesão no cérebro, o nome é epilepsia sintomática.

Como ocorrem as crises: o tipo mais comum é a epilepsia idiopática, que afeta seis em cada dez pessoas que sofrem das crises convulsivas. Neste caso, os motivos que causam as crises são desconhecidos.  As crises podem ser generalizadas ou parciais. A primeira é a mais conhecida, que envolve todo o cérebro e tem como sintomas as contrações musculares bruscas e involuntárias e a inconsciência. No caso das crises parciais, a alteração acontece em uma parte específica do cérebro. Isso significa que os sintomas podem varias muito, desde formigamento e náuseas, até sentir cheiros diferentes e ouvir barulhos estranhos. Várias crises parciais podem evoluir para uma crise generalizada.

Importância do diagnóstico: diagnosticar o tipo da crise epilética é fundamental para realizar o tratamento correto, isso porque as drogas usadas no caso das crises parciais e generalizadas são diferentes. Quem sofre de epilepsia tem aumentada em até três vezes o risco de sofrer de uma morte prematura. Isso porque o corpo passa por uma séria de contrações musculares involuntárias e intensas. A pessoa pode ficar arroxeada, acaba se debatendo, enquanto os dentes ficam cerrados e há aumento da salivação. Na maioria das ocasiões, ocorre ainda a perda da consciência. Entre toda a população mundial, até 10% das pessoas sofre ao menos uma convulsão durante a vida, de acordo com dados da OMS.

Como agir neste momento: ao presenciar um caso como este, não siga a recomendação popular de que é preciso abrir a boca da pessoa em crise convulsiva. A mandíbula é muito forte e a recomendação é manter a pessoa de lado, para que ela não corra o risco de aspirar saliva. Essa posição também evita que a pessoa se engasgue e que a língua impeça a passagem de ar. Outra dica importante neste momento é tirar a pessoa de perigo, a mantendo deitada no chão, longe de objetos móveis e cortantes. Se possível, tirar óculos e outros acessórios, protegendo a cabeça com algo macio.

Nunca jogue água no rosto da pessoa em crise. A crise epilética dura em média dois minutos, mas em casos mais graves podem durar por até cinco. Se demorar mais do que isso para passar, é melhor chamar uma ambulância ou encaminhar a pessoa até o hospital. Ao final da crise, é normal que a pessoa sofra de alguma confusão mental, dor de cabeça e sonolência, sintomas que podem durar até duas horas.




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