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CIRURGIA PARA A TROCA DE SEXO PELO SUS

Autor: Textual Conteúdo
Publicado em: Saúde

CIRURGIA PARA A TROCA DE SEXO PELO SUS – O que era até então impraticável no Brasil agora é possível: cirurgia para a troca de sexo pelo SUS. Entretanto, a decisão foi o resultado de uma briga judicial, iniciada em 2001, quando um grupo de pacientes transexuais do Hospital de Clínicas de Porto Alegre(RS) conseguiu sensibilizar o Ministério Público Federal, que entrou com uma ação para incluir a cirurgia para mudar de sexo nos serviços prestados pelos SUS – Sistema Único de saúde.

A cirurgia de troca de sexo, entretanto, pode ser realizada desde 1997, quando foi liberada pelo Conselho Federal de Medicina em 1997. Mesmo assim, essas intervenções médicas eram realizadas em hospitais universitários, praticamente na clandestinidade, pois como não era pago pelo SUS, os médicos se viam obrigados a burlar o sistema. Dessa forma, o mais comum era que eles realizassem a cirurgia para mudar de sexo, mas informassem ao SUS que haviam operado um homem com câncer de pênis ou testículo, por exemplo, ou uma mulher com câncer de mama ou útero.

CIRURGIA PARA A TROCA DE SEXO PELO SUS

Porém, os custos nem sempre eram equivalentes, uma vez que a cirurgia de troca de sexo pode chegar a R$ 20 mil. Segundo profissionais da saúde, quando a intervenção médica não é realizada, o transexual sofre com a situação, podendo se automutilar ou até mesmo encontrar no suicídio a única saída para o seu mal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS, o transexualismo é uma doença psíquica, configurando-se como um transtorno de identidade em que a pessoa nasce com as características físicas de determinado sexo, mas pensa e se comporta como o sexo oposto.

Como especialistas afirmam que não existe tratamento psicológico que reverta a situação, o consenso é que o melhor seja realizar a cirurgia para a troca de sexo pelo SUS. No entanto, ela só pode acontecer depois de dois anos de avaliação clínica e psicológica do paciente por equipe multidisciplinar. Estudos apontam que o transexualismo ocorre na proporção de um caso em cada 10 mil homens. Já nas mulheres, está em menor proporção: uma em cada 30 mil mulheres.

Além disso, a idade mínima para fazer a mudança de sexo vai passar de 21 para 18 anos. Já para o começo do tratamento hormonal e psicológico a idade mínima reduz de 18 para 16 anos. Na oferta do novo serviço pelo SUS está incluso o pagamento da cirurgia para retirar mamas, útero e ovários, bem como terapia hormonal para crescimento do clitóris. A cirurgia para construção do pênis, chamada neofaloplastia, não será paga, porque a técnica ainda é considerada experimental pelo Conselho Federal de Medicina.

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