Algumas semanas atrás, o computador do escritório de Candace Locklear começou silenciosamente a enviar dezenas de mensagens instantâneas contendo fotos contaminadas com software nocivo. Ela estava sentada à sua mesa, e não havia sinal de que o software de mensagens instantâneas estivesse ativo. Quando ela enfim percebeu o que estava acontecendo, diversos amigos e colegas haviam aberto as mensagens e infectado seus computadores.
Um técnico precisou de oito horas para limpar a máquina. Mas porque o software nocivo funcionou de maneira tão sigilosa, ela ainda não está convencida de que todos os problemas tenham sido resolvidos. “Eu gostaria de imaginar que acabou. Mas não tenho certeza”, disse Locklear, 40, que trabalha em relações públicas em San Francisco. “É isso que é frustrante.”
Os especialistas em segurança estimam que dezenas de milhões de computadores pessoais estejam infectados com programas nocivos como o que atacou a máquina de Locklear. Esses programas, em geral conhecidos como malware, atacam tanto empresas quanto consumidores. Alguns deles registram as ações do teclado, gravando tudo que os usuários digitam e enviando informações valiosas sobre contas bancárias, senhas e números de cartão de crédito a hackers.
E outros programas nocivos transformam computadores em “zumbis”, literalmente dando ao hacker controle sobre a máquina. Os zumbis podem ser instruídos a operar como servidores, enviando dezenas de milhares de spams que promovem falsos medicamentos, relógios de luxo ou ações de baixíssimo preço, sem que o proprietário da máquina nem desconfie.
Créditos: Tecnologia Terra